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Egito quer colocar financiamento climático no topo da agenda da COP27
Publicado em 27/05/2022 às 12h07
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Depois de meses de indefinição, o governo do Egito deu mais detalhes nesta semana sobre a próxima Conferência da ONU sobre o Clima (COP27), que acontecerá em novembro no balneário de Sharm el-Sheikh. O evento começará um dia antes do programado, no dia 06 (domingo), com a recepção dos chefes de Estado e de governo que participarão da Conferência. O local também foi definido: o Tonino Lamborghini International Convention Center. O website oficial do governo egípcio para a COP27 também foi lançado.

O Guardian destacou as prioridades da presidência egípcia da COP: colocar a questão do financiamento climático no topo das discussões, em linha com o que vem sendo defendido por outros países africanos e subdesenvolvidos. "Queremos que esta COP passe das promessas para a implementação. E queremos destacar quais são as políticas e as práticas que podem realmente colocar essas promessas em ação", observou Rania Al Mashat, ministra de cooperação internacional do Egito.

Além da oferta de financiamento climático, os egípcios também pretendem discutir esquemas de redução do peso das dívidas externas sobre os países mais pobres, um obstáculo considerável para os esforços de mitigação e adaptação climática dessas nações.

Já o Climate Home assinalou como algumas autoridades africanas estão enxergando a dependência europeia do gás natural como uma maneira para justificar a continuidade do uso desse combustível fóssil pelos países mais pobres como uma "transição" para fontes renováveis. O argumento é simples: se os europeus, que são muito mais ricos, estão com problemas para abandonar rapidamente a queima de gás, por que raios os africanos, que são mais pobres, não podem continuar queimando? Ao que se vê, a transição justa e equitativa seguirá sendo um tema espinhoso nas negociações climáticas.

Enquanto isso, as autoridades egípcias prometeram não impedir manifestações durante a COP27, uma preocupação de ativistas climáticos por conta do governo ditatorial. Mas a promessa vem com uma condição curiosa, para dizer o mínimo: o ministro do exterior, Sameh Shoukry, disse no Fórum Econômico Mundial de Davos que o país está organizando "uma instalação adjacente ao centro de convenções que dará [aos ativistas] plena oportunidade de participação, de ativismo, de manifestação, de expressar essa opinião". Associated Press e Reuters repercutiram essa fala.
Fonte: ClimaInfo
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