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Açúcar: contratos futuros encerram a semana em alta ainda aguardando impacto das geadas
Publicado em 26/07/2021 às 08h16
Foto Notícia
Os contratos futuros do açúcar encerraram a última semana em alta nas bolsas internacionais, ainda com os holofotes ligados sob compasso de espera dos reais danos às soqueiras com alguns episódios consecutivos de geadas. Na sexta-feira (23), a commodity atingiu a máxima de duas semanas, na ICE de Nova York.

O vencimento outubro/21 do açúcar bruto foi contratado na sexta a 18,17 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 55 pontos no comparativo com os preços praticados na véspera. Já a tela março/22 subiu 51 pontos, negociada em 18,59 cts/lb. Os demais contratos subiram entre 19 e 46 pontos.

Segundo operadores ouvidos pela Agência Reuters, as geadas da última semana também atingiram áreas de cana-de-açúcar no Brasil, "mas acredita-se que elas tenham causado menos impacto porque as áreas afetadas já foram colhidas. Entretanto, os operadores afirmaram que as geadas poderiam afetar a colheita da próxima temporada, embora o dano da safra da cana demore mais tempo para ser avaliado e dependa da adequação das chuvas daqui pra frente".

Açúcar branco

Em Londres o açúcar branco também fechou em alta em todos os lotes na última sexta. A tonelada, no vencimento outubro/21 foi contratada a US$ 457,10, valorização de 10,70 dólares no comparativo com os preços da véspera. Já o lote dezembro/21 subiu 10,20 dólares, negociado em 471,80 dólares a tonelada. Os demais contratos subiram entre 8,80 e 10 dólares.

Açúcar cristal

No mercado doméstico o açúcar cristal fechou em baixa na última sexta-feira pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 116,96, contra R$ 117,42 da véspera, recuo de 0,39% no comparativo entre os dias.

Análise

Segundo análise do diretor da Archer Consulting, Arnaldo Luiz Corrêa, a alta da última sexta-feira se firmou nas informações da Unica que apontam danos causados pelas geadas ocorridas na semana atingindo particularmente os estados de São Paulo e Goiás, que devem reduzir a expectativa de produção para as próximas safras.

"A planta, já convalescente pelo déficit hídrico, agora sofre pelas baixas temperaturas. No entanto, agrônomos mais cuidadosos preferem aguardar alguns dias para ter uma opinião mais qualificada sobre os reais impactos da geada. Por outro lado, a cana atingida precisa ser colhida imediatamente para não perder qualidade, dizem os entendidos", destacou Corrêa.

Ainda segundo o diretor da Archer, "se ratificada a previsão de quebra na safra, a curva de preços do açúcar negociado em NY para as safras vindouras, isto é, a 22/23 e a 23/24 vai se elevar, potencializando o cenário que temos discutido aqui e que envolve, para lembrar nossos fiéis leitores, a recuperação da economia mundial pós-pandemia, a política energética na Índia dando ênfase à produção de etanol, o aumento do consumo de açúcar per capita nos principais países consumidores e a retomada do consumo interno de combustíveis cuja previsão está em 7%, apenas para citar alguns pontos".
Rogério Mian
Fonte: Agência UDOP de Notícias
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