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No auge da segunda onda, vendas de etanol superam as do início da pandemia
Publicado em 14/04/2021 às 08h44
Apesar da disparada de casos do novo coronavírus no país em março, para níveis bem mais alarmantes do que um ano atrás, e de novas medidas de restrição à locomoção em diversos municípios, as vendas de etanol realizadas pelas usinas do Centro-Sul tanto para abastecimento direto nos tanques nos tanques dos veículos (hidratado) como para mistura à gasolina (anidro) foram duas vezes maiores que no mesmo mês do ano passado, quando a pandemia foi decretada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

As usinas venderam no mês passado 2,412 bilhões de litros, mais que o dobro que em março de 2020 (1,113 bilhão de litros), de acordo com dados divulgados pela União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica). Apenas para o mercado interno, as vendas alcançaram 2,249 bilhões de litros, ante 1,083 bilhão de litros um ano atrás.

Das vendas domésticas, as de hidratado cresceram 2,1 vezes na comparação anual, para 1,479 bilhão de litros. "Essa comparação deve ser realizada com cautela devido aos efeitos da pandemia", alertou Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da entidade, em nota. Em relação a fevereiro, as vendas de hidratado em março sofreram um recuo de 4%.

"De todo modo, o resultado do mês mostra que o consumidor deu preferência ao hidratado devido ao diferencial de preço do biocombustível em relação ao valor praticado pela gasolina", acrescentou o dirigente.

O volume de etanol anidro também mais do que duplicou em março e alcançou 770,6 milhões de litros. Em relação a fevereiro, houve aumento de 4%.

As vendas de etanol ao exterior continuaram aquecidas no mês passado e alcançaram 162,357 milhões de litros, ante apenas 29,378 milhões de litros em março do ano passado.

Safra 2020/21

No total da safra 2020/21, as vendas de etanol sentiram os efeitos da redução da locomoção provocada pela pandemia e acumularam uma retração de 4%. Foram comercializados 30,791 bilhões de litros, volume próximo dos níveis da safra 2018/19.

Do total vendido no ciclo que terminou, as vendas ao mercado externo cresceram 40,88%, para 2,7 bilhões de litros, ao passo que as vendas para o mercado doméstico recuaram 10,44%, para 28,10 bilhões de litros.

"A oferta do biocombustível acompanhou os movimentos na demanda por parte do consumidor final que, devido aos acontecimentos de 2020, reduziu drasticamente a compra de combustíveis", afirmou Padua.
Fonte: Valor Econômico
Texto extraído do boletim SCA
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