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De volta ao presencial
Publicado em 23/10/2020 às 08h36
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Dilemas e todos tem uma opinião formada

Agora é o momento dos dilemas para encarar o Novo Normal no layout do escritório, ou simplesmente a volta ao de sempre. Muitas indagações, muitas dúvidas, mas alguém tem que decidir. - Vamos voltar. Mas vamos abrir o diálogo como voltar. A genuína área de geração da riqueza para o ecossistema não parou e não mudou, falo do chão de fábrica. Ele apenas se ajustou às novas modalidades com cuidados e seguiu produzindo, gerando a riqueza e os bens para a sociedade. Os que integram os escritórios e as funções mais afins ao home office devem se espelhar na praticidade, pragmatismo e cuidados daqueles que frequentam o chão de fábrica e dos campos, produzindo o bem essencial para a população e não puderam parar.


A volta é certa, vamos ajustar o como

Vale ressaltar que no início da pandemia as empresas se ajustaram para o home office. Algumas planejadas, ainda que de forma emergencial, outras se adaptando com improvisos, erros e acertos, na tentativa de manter os empregos e a empresa pedalando como numa bicicleta para não cair. Muitas empresas receberam queixas trabalhistas pelo excesso de horas extras, acidentes de trabalho em casa e o que a criatividade valesse para a justiça aceitar o reclamo. 240% de aumento de queixas nas varas trabalhistas entre março e setembro de 20. Que a justiça se ilumine para julgar os reclamos justos e necessários, e enterrar os oportunistas.

O certo é que a volta faz com que todos emitam suas opiniões, mesmo porque todos nós fomos protagonistas, de uma forma ou de outra, dessa jornada compulsória da pandemia. Porém, é a cultura empresarial de cada organização que dita a forma da volta, considerando a natureza do negócio, perfil dos envolvidos, protocolos de saúde e os resultados esperados. Nesse cenário de ajuste, já existe o ensaio dos legisladores a criarem leis para estabelecer marcos na adoção do trabalho remoto como realidade. Segundo a reportagem a qual me refiro na ilustração, o temor existe entorno das possíveis regras excessivas a serem estabelecidas, capazes de engessar a inciativa das empresas e dos empregados pela opção do teletrabalho em regime flexível.

As organizações mais complexas terão ideias inovadoras seguidas de reivindicações laborais também mais criativas. Outras não tão complexas e mais próxima do módulo de sobrevivência, já voltaram totalmente ou estão voltando na mesma base do improviso que estabeleceram o seu home office, e adaptada às suas realidades.


O que preocupa

A volta é verdadeira. Para uns o home office é um modismo compulsório que vai passar assim que a vacina chegar, para outros, nova modalidade organizada cada um a sua maneira e características próprias. As empresas estão buscando novos caminhos para manter suas pessoas quase imperdíveis, outras como inserir os jovens no primeiro emprego ou como criar o engajamento dos trainees recém saídos das universidades para desenvolvimento de uma carreira.

Para empresas com dispersões geográficas, a capacitação e requalificação já está sendo repensada a forma de aplicação, e algumas já postas em práticas, mas ainda sem o tempo necessário para avaliar os resultados das metodologias remotas, como instrutores utilizando a inteligência artificial, emolduradas com vídeos interativos e outras ferramentas da transformação digital. Com certeza a falta do líder educador presencial fará falta na formação dos estagiários, e daqueles que aprendem fazendo.


Soluções criativas sempre presente

A gestão criativa, com desprendimento para entender as novas necessidades, medos e anseios da volta ao presencial, resolverá qualquer desses dilemas, seja no layout despojado e menos hierárquico, seja no estabelecimento de maior autonomia aos liderados ou simplesmente o retorno ao diálogo líder liderado, olho no olho, mas com distanciamento. Enfim, a solução criativa vai surgir para definir o melhor ambiente para reinar a produtividade.

É importante, nesse contexto, que as soluções criativas não percam o alinhamento com a cultura organizacional de cada uma das empresas. Vamos ter que corrigir rumos em pleno voo, e teremos que ser mais rápidos para incorporar as lições aprendidas, já acontecendo no Novo Normal.


*Texto originalmente publicado no LinkedIn
Genésio Lemos Couto
Head Supply Chain, TI e Comunicação na Atvos
Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não representando,
necessariamente, a opinião e os valores defendidos pela UDOP.