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De olho em 2ª onda de covid na Europa, mercados internacionais têm manhã instável
Publicado em 25/09/2020 às 09h49
As Bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única nesta sexta-feira, 25, após um pregão volátil em Nova York que terminou em tom levemente positivo diante da possibilidade de novos estímulos fiscais nos Estados Unidos.

Na quinta-feira, 23, as Bolsas de Nova York tiveram ganhos modestos, após oscilarem ao longo do dia, com sinais de que o governo dos EUA e a oposição democrata podem retomar negociações sobre um possível novo pacote fiscal que ajude a economia americana a superar o impacto da pandemia de coronavírus.

As Bolsas europeias operam em baixa generalizada nesta manhã, após oscilarem nas primeiras horas dos negócios desta sexta-feira, à medida que investidores monitoram a segunda onda de covid-19 no continente e avaliam seu impacto na perspectiva econômica.


Bolsas da Ásia

O índice acionário japonês Nikkei subiu 0,51% em Tóquio, a 23.204,62 pontos, e o sul-coreano Kospi avançou 0,27% em Seul, a 2.278,79 pontos, após sofrer um tombo de 2,59% ontem em meio a novas tensões na Península Coreana. Já o Hang Seng caiu 0,32% em Hong Kong, a 23.235,42 pontos, e o Taiex registrou baixa de 0,26% em Taiwan, a 12.232,91 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto recuou 0,12%, a 3.219,42 pontos, e o Shenzhen Composto se desvalorizou 0,23%, a 2.143,05 pontos, mas o ChiNext - que, como o americano Nasdaq, foca ações de tecnologia - teve alta de 0,18%, a 2.540,43 pontos.

Na Oceania, a Bolsa australiana ficou no azul, à medida que ações de grandes bancos domésticos saltaram até mais de 7% após o governo do país anunciar mudanças para simplificar o acesso a crédito de consumidores e pequenas empresas. O índice S&P/ASX 200 avançou 1,51% em Sydney, a 5.964,90 pontos.


Bolsas da Europa

Às 6h40, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 caía 0,37%, a 354,54 pontos, se encaminhando para concluir sua pior semana em mais de três meses.

O aumento no número de infecções por coronavírus levou países da Europa a retomar medidas de restrição ao longo da semana, prejudicando as chances de recuperação econômica, que já vinha dando sinais de estabilização.

Por outro lado, farmacêuticas continuam avançando em testes de possíveis vacinas contra a covid-19. Ontem à noite, a americana Novavax anunciou o início da etapa final de testes clínicos de uma vacina experimental, a 11ª no mundo a atingir esse nível de desenvolvimento. A fase ocorre no Reino Unido e envolve 10 mil pessoas.

Continua no radar também a possibilidade de os EUA conseguirem destravar negociações sobre um novo pacote fiscal de estímulos que ajude a maior economia do mundo a superar a crise do coronavírus. Ontem, o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, e a oposição democrata deram sinalização neste sentido, ajudando as bolsas de Nova York a fechar com ganhos modestos.

Também às 6h40 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 0,16%, a de Frankfurt recuava 0,94% e a de Paris se desvalorizava 1,12%. Já as de Milão, Madri e de Lisboa tinham perdas de 1%, 0,36% e 1,07%, respectivamente. No mercado de câmbio, o euro recuava a US$ 1,1640, de US$ 1,1672 no fim da tarde de ontem, enquanto a libra cedia a US$ 1,2735, ante US$ 1,2748 da véspera.


Petróleo

Os contratos futuros do petróleo operam em alta modesta na madrugada desta sexta-feira, ampliando ganhos da sessão anterior, mas deverão encerrar a semana com perdas em meio a preocupações com o ressurgimento global de infecções por covid-19 e seus efeitos na demanda pela commodity. Às 4h22 (de Brasília), o barril do petróleo WTI para novembro subia 0,25% na Nymex, a US$ 40,41, enquanto o do Brent para dezembro avançava 0,19% na ICE, a US$ 42,54.
Sergio Caldas
Fonte: O Estado de S. Paulo
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