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Milho: quinta-feira registra alta no mercado físico e baixas nas bolsas
Publicado em 24/09/2020 às 17h06
A quinta-feira (24) chega ao final com os preços do milho valorizados no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas desvalorizações em nenhuma das praças.

Já as altas apareceram em Jataí/GO (0,96% e preço de R$ 52,50), Rio Verde/GO, Cafelândia/PR, Amambaí/MS, Campinas/SP (1,59% e preço de R$ 64,00), Ponta Grossa/PR, Panambi/RS, Não-Me-Toque/RS, Cascavel/PR, Brasília/DF, Itapetininga/SP e Porto Santo/SP (3,13% e preço de R$ 66,00).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, o mercado físico do milho ganhou tração em São Paulo nos últimos dias com o estresse do dólar e o aumento do apetite dos negócios nos portos. "As referências no interior do estado tem respondido positivamente a este comportamento".

Em nota, a Agrifatto Consultoria aponta que, com o dólar em alta ante ao real nos últimos dias, as pedidas pelo milho no mercado físico paulista continuaram sua trajetória de alta, desta vez flertando com os R$ 61,50/sc.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o milho no mercado brasileiro vai se mantendo firme em razão da forte demanda que existe normalmente no mês de setembro até a primeira quinzena de outubro quando o setor de ração vem às compras para a formação de estoque para trabalhar o restante do ano

"O mercado já esperava que o milho teria uma pressão de baixa neste momento, mas como as chuvas ainda não se normalizaram para a safra de verão, a indústria está correndo atrás de milho para não correr o risco, porque há um atraso no fechamento do plantio da safra verão e um problema com a pouca disponibilidade de chuva para as lavouras que estão nos campos. Esse fator fez que o mercado do milho tivesse uma volta de pressão positiva", explica Brandalizze.


B3

Os preços futuros do milho tiveram uma quinta-feira bastante volátil na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações negativas entre 0,16% e 0,40% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 62,60 com desvalorização de 0,40%, o janeiro/21 valia R$ 62,85 com baixa de 0,16%, o março/21 era negociado por R$ 62,30 com perda de 0,325 e o maio/21 tinha valor de R$ 59,50 com queda de 0,34%.

As movimentações cambiais neste dia também foram negativas para o dólar ante ao real e ajudaram a pressionar os contratos do cereal brasileiro. Por volta das 16h48 (horário de Brasília), a moeda americana caia 1,51% e era cotada à R$ 5,50.

Sobre as negociações futuras, Vlamir Brandalizze destaca que, neste momento, não existem movimentos para a safrinha do ano que vem. "O produtor nesse momento espera passar a soja para depois olhar o milho futuro para novos negócios", diz.

O analista aponta ainda que, poucos negócios novos acontecem também na exportação. "os Indicativos nos portos têm dado de R$ 60,00 a R$ 64,00, melhorou os níveis nos portos, estamos nos melhores momentos do ano nos portos para milho e isso da fôlego ao mercado interno obrigando a indústria a pagara entre R$ 66,00 e R$ 68,00 no Sul", afirma Brandalizze.

Mercado Externo

Na Bolsa de Chicago (CBOT) a quinta-feira também foi de perdas para os preços internacionais co milho futuro. As principais cotações registraram movimentações negativas entre 5,00 e 5,25 pontos ao final do dia.

O vencimento dezembro/20 foi cotado à US$ 3,63 com baixa de 5,00 pontos, o março/21 valeu US$ 3,72 com desvalorização de 5,25 pontos, o maio/21 foi negociado por US$ 3,77 com queda de 5,25 pontos e o julho/21 teve valor de US$ 3,81 com perda de 5,00 pontos.

Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última quarta-feira, de 1,36% para o dezembro/20, de 1,33% para o março/21, de 1,57% para o maio/21 e de 1,30% para o julho/21.

Segundo informações do site internacional Successful Farming, nesta quinta-feira, os mercados agrícolas da Bolsa de Chicago viram a forte demanda ser superada pelas atividades de colheita.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou seu novo relatório de vendas semanais para exportação norte-americanas apontando 2,13 milhões de toneladas, enquanto as expectativas do comércio giravam entre 1 milhão e 1,8 milhão de toneladas.

"A colheita está aumentando nos EUA e os lances em dinheiro são fortes em muitas áreas. Os compradores comerciais de grãos precisam garantir alqueires para atender aos grandes pedidos que são reservados para entrega antes do final de 2020. Se a tendência das vendas de exportação continuar forte, essa retração provavelmente encontrará compradores dispostos. Os compradores de grãos também estão observando o dólar norte-americano subir em sua faixa de negociação de dois meses", relatou Bob Linneman, da Kluis Advisors.
Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas
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