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Dólar recua ante rivais com falta de acordo por pacote fiscal nos EUA
Publicado em 05/08/2020 às 17h55
O dólar deu prosseguimento ao movimento de queda, em meio ao entrave nas negociações entre a Casa Branca e lideranças democratas no Congresso por uma nova rodada de estímulos fiscais nos Estados Unidos.

No final da tarde em Nova York, o dólar caía a 105,61 ienes, depois que o presidente do Banco do Japão (BoJ), Kuroda, afirmou que a economia do país deve melhorar gradualmente até o final do ano. Já o euro subia a US$ 1,1866 e a libra avançava a US$ 1,3118, à espera da decisão de política monetária do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), marcada para manhã. Conforme destaca reportagem do Broadcast, a autoridade monetária não deve cortar juros.

Já o índice DXY, que calcula a variação da divisa americana frente a uma cesta de seis rivais fortes, cedeu 0,55%, a 92,868 pontos, no menor nível desde maio de 2018.

O secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, teve hoje mais um dia de intensas conversas com a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, e o líder democrata no Senado, Chuck Schumer. O senador garantiu que progressos estão sendo feitos, mas ponderou que os principais impasses seguem intactos.

A oposição quer manter o valor do benefício para desempregados em US$ 600, enquanto o governo acredita que isso pode desencorajar trabalhadores a voltarem a buscar emprego. Segundo o senador republicano Roy Blunt, os representantes governistas já sinalizaram que, se um acordo não for firmado até sexta-feira, as negociações serão suspensas.

Caso isso ocorra, o presidente americano, Donald Trump, disse que pode agir de forma unilateral, por meio de decretos executivos. Em entrevista hoje à Fox News, o republicano sugeriu que estuda a possibilidade de implementar cortes de impostos na folha de pagamento dessa maneira.

Para o analista Joe Manimbo, a falta de um entendimento sobre o pacote deve prejudicar a moeda dos EUA. "Uma camada ainda mais grossa de incertezas econômicas está empurrando o dólar para baixo", explica.

Apesar da sequência de indicadores econômicos positivos, a pesquisa ADP decepcionou ao calcular criação de 167 mil empregos em julho, muito menos que o esperado por analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de criação de 1 milhão de empregos.

"Os sinais iniciais de uma desaceleração na recuperação do mercado de trabalho nos EUA acrescentaram dúvidas, e não é de surpreender que investidores especulativos impondo cada vez mais perdas ao dólar neste momento", analisa o ING.

Ante a maior parte das moedas emergentes e ligadas a commodities, o dólar perdeu força, em meio ao avanço das cotações do petróleo. No final da tarde em Nova York, a divisa americana caia a 1,3277 dólares canadenses, a 22,3839 pesos mexicanos e a 72,5838 pesos argentinas. Sobre acordo firmado com credores privados, matéria do Broadcast destaca que o governo da Argentina deu um importante passo, mas que analistas ressaltam que mais terá que ser feito.

Ante a lira turca, contudo, o dólar avançava a 7,0494 liras, após dados de julho apontarem para a desaceleração da inflação.
Fonte: Estadão Conteúdo
Texto extraído do portal Istoé Dinheiro
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