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O que explica a queda abrupta da produção de autos  

12/12/2019 - O declínio de 21,2% da produção de veículos novos entre outubro e novembro, de 288,5 mil para 227,5 mil, foi explicado pelos diretores da associação das montadoras (Anfavea) como decorrência da diminuição do número de dias úteis (três dias a menos) entre os dois meses. Um segundo fator, menos importante neste momento, é a exportação decrescente para o mercado argentino. Este motivo só não é tão relevante porque a queda das vendas externas vem ocorrendo desde 2017, ano em que foi atingido o pico de vendas externas, com exportações de 766 mil unidades.

Mas cabe notar que a queda da produção foi abrupta. Houve, ademais, um recuo expressivo do emprego no setor, de 1,3 mil postos entre outubro e novembro.

Quando se comparam os dados relativos aos primeiros 11 meses de 2018 e de 2019, a fabricação mostra dados positivos: a produção de 2,77 milhões de veículos é 2,7% maior. A queda da produção de 7,1% na comparação entre novembro de 2018 e novembro de 2019 pode indicar que o mês passado marcou um ponto fora da curva. A queda também ocorreu na fabricação de caminhões (-22,3% entre outubro e novembro). Entre os primeiros 11 meses de 2018 e de 2019, a produção de caminhões cresceu 9,5%, para 107,5 mil unidades, com avanço dos pequenos e médios.

Números melhores são os das vendas de veículos em geral, com alta de 4,9% entre os meses de novembro de 2018 e de 2019 e 8,3% entre os primeiros 11 meses dos dois anos, para 2,53 milhões de unidades. Houve queda de 4,4% entre outubro e novembro.

O setor automobilístico é relevante para a indústria em particular e para a economia no geral. Como a economia parece entrar em rota de recuperação, parece normal que o mesmo ocorra no segmento de veículos, que opera com alta capacidade ociosa e está apto, portanto, a produzir mais.

As vendas são favorecidas pela diminuição dos juros e pelo aumento da oferta de crédito. A carteira de financiamento de veículos a pessoas jurídicas alcançou R$ 45,5 bilhões em outubro, alta de 79% em 12 meses. Para pessoas físicas, o saldo é de R$ 196,2 bilhões, 19% mais em 12 meses.

As perspectivas são de que o mercado interno continue crescendo, embora o mercado externo tenda à estagnação após longo período de recuo. Juros e preços módicos estimularão as compras de veículos.

Notas & Informações
Fonte: O Estado de S. Paulo
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