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Soja fecha em campo positivo nesta 2ª feira, mas preços cedem no mercado do BR  

25/06/2019 - Os preços da soja fecharam o pregão desta segunda-feira (24) em alta na Bolsa de Chicago. As preocupações com as atuais condições da safra 2019/20 dos EUA têm ainda servido de combustível para os preços e motivaram, segundo explicou o analista de mercado Ben Potter, do portal internacional Farm Futures, algumas compras técnicas entre os fundos investidores.

Assim, os principais contratos teerminaram o dia subindo pouco mais de 6 pontos, com o julho valendo US$ 9,09 e o agosto, US$ 9,14 por bushel. O vencimento novembro ficou em US$ 9,32.

Após um final de semana chuvoso em todo o Meio-Oeste americano e de uma forte queda de granizo em partes do Corn Belt, o mercado espera agora por condições ligeiramente melhores para o desenvolvimento das lavouras de soja e milho dos Estados Unidos a partir da próxima semana.

No entanto, embora os mapas já mostrem acumulados menores para o cinturão produtivo nos próximos dias, os relatos de produtores em diversos pontos das regiões produtoras do país ainda impressionam. São muitos campos ainda embaixo d´água, germinação e desenvolvimento atrasados e indicativos de perdas de produtividade. As incertezas são muitas nesta temporada.

Assim, os traders seguem muito atentos aos boletins semanais de acompanhamento de safras que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz todas as segundas-feiras. E nesta semana, especificamente, há ainda atenção redobrada com o relatório que chega na sexta-feira, 28 de junho, com o reajuste da área de plantio norte-americana.

No mesmo dia, o órgão traz ainda a posição dos estoques trimestrais em 1º de junhos nos EUA e estes também são números que deverão mexer com o andamento do mercado em Chicago.

Ao mesmo tempo, os traders especulam também sobre a reunião do G20 que acontece no final desta semana, em Osaka, no Japão, e onde devem se encontrar Donald Trump e Xi Jinping, retomando as negociações da guerra comercial, que estão paralisadas há quase dois meses.

As opiniões sobre o encontro dos presidentes estão divididas neste momento. A única convergência entre elas é de que qualquer sinalização de uma retomada das negociações - paradas desde maio, quando os EUA aumentaram as tarifações sobre a China e o país retaliou - seria uma boa notícia para a economia mundial, já severamente afetada pela disputa e pelas incertezas que carrega ao continuar.

Entre analistas brasileiros, a expectativa de um acordo entre os presidentes é muito distante. Tanto para Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting, como para Ginaldo de Sousa, diretor do Grupo Labhoro, o que pode acontecer no final desta semana é apenas uma conversa e talvez uma retomada das negociações efetivamente. "Um acordo ainda está longe", disseram ambos os especialistas.


Mercado brasileiro

A baixa do dólar neste início de semana, que levou a a moeda americana à casa de R$ 3,81, limitou o impacto dos ganhos em Chicago na formação dos preços no Brasil e os indicativos encerraram o dia perdendo mais de 1% em praças do interior.

Em São Gabriel do Oeste, Mato Grosso do Sul, perda de 1,47% para R$ 67,00 por saca; em Cascavel, Paraná, a perda foi de 1,42% para R$ 69,50 e em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, perda de 1,41% para R$ 70,00 pr saca. Os demais estados também registraram baixas, porém, menos intensas.

Nos portos, as referências também cederam, mas ainda se mantêm acima dos R$ 80,00 por saca. A soja disponível encerrou os negócios desta segunda-feira com perda de 0,61% em Paranaguá e Rio Grande, com preços de R$ 81,80 e R$ 82,00, respectivamente. Para julho, R$ 82,50 em ambos os casos, com estabilidade no terminal paranaense e baixa de 0,60% no gaúcho.

24/06/19
Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas
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