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Na demanda, outro mau sinal para a indústria  

17/05/2019 - A evolução da demanda por bens industriais nos últimos meses retrata a crise que o País enfrenta e, pior, sugere que, para o setor manufatureiro, o futuro próximo dificilmente será melhor do que o passado recente. A demanda interna de produtos industriais atingiu, no primeiro semestre de 2016, seu ponto mais baixo em muitos anos, como consequência da desastrosa política econômica do governo da presidente Dilma Rousseff. A recuperação a partir de maio daquele ano, pouco antes do afastamento definitivo da ex-presidente do cargo, foi vigorosa e se estendeu até a metade de 2018. Iniciou-se, então, uma queda contínua na demanda por bens industriais que pode estar se acentuando.

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais, calculado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), registrou queda de 2,7% em março, na comparação com fevereiro. É o quarto recuo na comparação de um mês com o seu precedente. Assim, no primeiro trimestre deste ano, houve queda de 2,8% na comparação com os últimos três meses de 2018.

Pior, segundo o estudo do Ipea, publicado na sua mais recente Carta de Conjuntura, é a comparação interanual. Em março deste ano, a demanda foi 7,2% menor do que a de um ano antes. É um recuo mais acentuado do que o da produção industrial aferido pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 6,1%. Os conceitos utilizados nas duas pesquisas são diferentes. Para calcular o consumo aparente, o Ipea utiliza a produção industrial interna aferida pelo IBGE, subtrai as exportações e acrescenta as importações.

Em março, a redução da demanda aparente teria sido ainda mais acentuada se as importações de bens industriais não tivessem registrado alta de 5% em relação a fevereiro, o que compensou parcialmente a acentuada queda da produção no período, de 4,3%.

Se há um aspecto positivo no indicador calculado pelo Ipea é o referente aos bens de capital. A demanda desses bens cresceu 2,1% em março, na comparação com o mês anterior, e 3,1%, em relação ao resultado de um ano antes. Mas é um aumento insuficiente para compensar os demais dados negativos, que confirmam o mau momento da economia brasileira, em particular da indústria manufatureira.

Editorial
Fonte: O Estado de S. Paulo
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