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IBGE eleva previsão para safra de grãos a 230,1 milhões de toneladas em 2019  

12/04/2019 - A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2019 deve chegar a 230,1 milhões de toneladas, divulgou nesta quinta-feira (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso representa um aumento de 1,3 milhão de toneladas (0,6%) em relação à última previsão feita pelo órgão e de 3,6 milhões de toneladas (1,6%) em relação ao total colhido em 2018.

Esta é a terceira estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA). Se confirmada a projeção, será a segunda maior safra do país na série histórica do IBGE, iniciada em 1975. O recorde foi registrado em 2017, quando foram colhidas 238,4 milhões de toneladas.

Segundo o gerente do levantamento feito pelo IBGE, Carlos Alfredo Guedes, a alta em relação ao levantamento anterior foi puxada pelo milho, cuja estimativa para a segunda safra cresceu 3,4%, a 65,4 milhões de toneladas - alta de 17,5% na comparação com 2018.

O instituto prevê que a colheita total de milho será de 91 milhões de toneladas em 2019, aumento de 1,9% frente à última estimativa e de 11,9% frente ao ano passado.

Já a área a ser colhida deve ser de 62,3 milhões de hectares, 2,3% maior que a de 2018 (mais 1,4 milhão de hectares) e 0,6% maior que a segunda estimativa (mais 399,4 mil hectares).


Seca e soja

Guedes, destacou que havia uma expectativa maior da safra quando a soja começou a ser plantada, por volta de outubro do ano passado, mas que não se concretizou.

"Temperaturas altas e falta de chuva em algumas regiões, principalmente no Paraná e Mato Grosso do Sul, afetaram bastante. Para se ter uma ideia, a safra teve aumento da a área plantada, mas caiu a produção da lavoura", destacou.

Na primeira estimativa do ano, o IBGE previa que o Brasil iria colher 117 milhões de toneladas de soja, que se configuraria como recorde para o país. Agora, a estimativa caiu para 112 milhões. Todavia, o prejuízo com a soja tende a ser compensado pelo milho, beneficiado pela antecipação do plantio.

"Como começou a chover mais cedo, o plantio da soja foi feito mais cedo. E o milho segunda safra teve um período melhor no campo, em que corre menos riscos, já que foi plantado logo após a colheita da soja. Então, ele teve uma janela de plantio mais longa que favoreceu a produção (do milho)", explicou o pesquisador.


Feijão, o vilão da inflação

Produção de feijão, o vilão da inflação, tende a ser maior este ano, diz IBGE

O novo levantamento da safra feito pelo IBGE aponta também alta de 3,1% da produção de feijão no país em relação ao ano passado, a 3,1 milhões de toneladas, o que representa 4,3% mais que o calculado na primeira estimativa.

Condições climáticas desfavoráveis prejudicaram as lavouras de feijão do país ao longo de 2018. Além disso, com preços pouco compensadores na época do plantio, os produtores investiram pouco, privilegiando a soja. Por conta disso, a primeira safra do grão em 2019 teve uma redução de 9,7% em relação ao ano passado.

Todavia, melhores previsões climáticas fizeram os produtores investirem na segunda safra do feijão. "Com o aumento da estimativa de alta da produção, os preços lá no produtor já estão mais baixos, quase normalizados, e com isso ele aumentou a produção" apontou Guedes.

Diante deste cenário, o país deve ter uma segunda safra de feijão 25,8% maior que em 2018 - 7,2% acima o previsto no levantamento anterior.

A menor oferta de feijão tem feito o preço do produto para o consumidor final disparar nos supermercados. Segundo o IBGE, o feijão é um dos itens que mais pesam na cesta básica dos brasileiros, respondendo por cerca de 0,28 ponto percentual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país.

Só o preço médio do feijão-carioca, que é produzido somente no Brasil, acumula alta de 135,04% em 12 meses, conforme divulgado nesta quarta-feira (10) pelo instituto.

Já para o arroz, outro grão com muito peso na mesa dos brasileiros, a estimativa é de menor produção. O IBGE prevê a colheita de 10,5 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 10,6% em relação ao que foi produzido em 2018. Segundo o gerente da pesquisa, essa queda "não deve impactar tanto nos preços como é o caso do feijão".

Arroz, milho e soja representam 93,1% da estimativa da produção e respondem por 87,2% da área a ser colhida em 2019.

Daniel Silveira
Fonte: Portal G1
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