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Perspectiva: Chicago deve continuar atenta aos sinais de demanda por grãos norte-americanos  

16/04/2018 - Investidores do mercado futuro de soja, milho e trigo na Bolsa de Chicago (CBOT) devem começar a semana atentos à demanda externa por grãos norte-americanos em meio à disputa comercial entre Estados Unidos e China. O mercado também monitora o clima em território norte-americano para o plantio de milho e soja e para o desenvolvimento do trigo após as tempestades que causaram ventos fortes, chuva, granizo e neve na região central dos EUA no fim de semana.

Os futuros de soja fecharam em queda na sexta-feira. O vencimento maio recuou 6,50 cents (0,61%), para US$ 10,5425/bushel. Na semana, entretanto, o contrato teve alta de 1,98%. A ausência de novidades em fundamentos ajudou a pressionar as cotações no fim da semana passada. "A gente está vendo uma posição de fundos ainda bastante comprada e, para alimentar o rali, precisa de mais notícias altistas", apontou o analista João Paulo Schaffer, da Agrinvest. Ele ressaltou ainda que produtores na América do Sul e nos Estados Unidos aproveitaram os recentes ralis para fixação da soja, o que se reflete em uma posição vendida recorde dos commercials (comerciais) para a soja na CBOT. "Vimos um movimento forte de fixação no Brasil, com volume bom de negociação, e essa queda reflete um pouco isso."

Conforme o analista, os prêmios da soja brasileira nos portos tiveram volatilidade nos últimos dias. Depois de baterem em US$ 1,90/bushel na semana passada, na sexta-feira estavam na faixa de US$ 1,30/bushel, mas chegaram a atingir US$ 1,20/bushel durante a semana. O movimento acompanha a migração da demanda para a soja norte-americana com o encarecimento da oleaginosa brasileira. Na semana passada, o mercado foi surpreendido por duas vendas de soja norte-americana para a Argentina. "Tudo depende de margem. A margem de esmagamento na Argentina para produzir e exportar farelo estava permitindo essa conta", apontou Schaffer. Quando o prêmio bateu em US$ 1,90/bushel, por pouco não fechava a conta para importar para o Brasil a soja dos EUA, segundo o analista. Schaffer ressaltou que não apenas a Argentina mas outros importadores se voltaram para a oferta norte-americana. "A soja brasileira já estava bem cara. Vimos um deslocamento da demanda, com vários reportes de vendas dos EUA. Tirando a China que continuou buscando soja aqui no Brasil, os demais compradores foram para os EUA." O que vai acontecer de agora diante depende dos resultados práticos da guerra comercial. O tom dos discursos de ambos os lados diminuiu na semana passada. "Acreditamos que (a tarifação) vai ficar só no campo das ameaças e que os dois países vão chegar a um acordo bilateral." Para Schaffer, não há muito espaço para grandes alterações no fornecimento de soja da China, porque o Brasil não consegue suprir toda a necessidade de importação do país asiático. "Os chineses fazem a ameaça em um momento em que a América do Sul é um grande vendedor."

Nesta semana, além das questões de demanda, traders devem monitorar o clima nos EUA. "Este abril pode ser um dos 20 mais frios da história dos EUA", disse o analista. Por enquanto, apenas o plantio de milho foi iniciado, nos Estados mais ao Sul dos EUA. A semeadura de soja começa no fim de abril, mas a maior parte da área deve ser semeada em maio. Apesar de o clima seguir frio, está prevista uma melhora. Na metade desta semana, as temperaturas devem subir, e produtores podem recolocar as máquinas no campo. O fim de semana passado, entretanto, foi de tempestades na região central dos EUA, com ventos fortes, chuva, granizo e neve.

Os futuros de milho fecharam em queda na sexta-feira CBOT, influenciados pelo desempenho do trigo. Os dois grãos tendem a se mover na mesma direção porque um é substituto direto do outro em ração animal. O vencimento maio do milho perdeu 2,50 cents (0,64%) e terminou em US$ 3,8625 por bushel. Na semana, a queda foi de 0,58%. A possibilidade de maior demanda por etanol nos Estados Unidos impediu um recuo mais acentuado das cotações. O biocombustível é feito principalmente com milho no país e o setor consome cerca de um terço da safra doméstica do cereal. O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que seu governo pode permitir a venda de gasolina com uma mistura de 15% de etanol durante todo o ano. A Agência de Proteção Ambiental do país (EPA, na sigla em inglês) proíbe a venda dessa mistura, conhecida como E15, durante os meses de verão por temores de que ela contribua para aumentar a fumaça em dias quentes. A gasolina nos EUA geralmente tem uma mistura de 10% de etanol, mas legisladores de Estados rurais vêm pedindo vendas maiores de E15 para impulsionar a demanda pelo biocombustível.

O trigo negociado na CBOT fechou em queda na sexta-feira, com a possibilidade de chuvas após a próxima semana no sul das Grandes Planícies dos Estados Unidos. Segundo a empresa de meteorologia DTN, no entanto, não há previsão de precipitações significativas nesta semana na região, onde é cultivada boa parte da safra de trigo de inverno do país, e as temperaturas devem ser baixas, o que também pode causar estresse às lavouras. A qualidade da safra continua bastante ruim por causa do clima seco. A fraca demanda pelo grão produzido nos EUA também pressionou as cotações. No último relatório de exportações semanais, o USDA disse que exportadores venderam 120.700 toneladas de trigo da safra 2017/18. Para a safra 2018/19, foram vendidas 68 mil toneladas. As vendas totais, de 188.700 toneladas, vieram abaixo do piso das estimativas de analistas, de 250 mil toneladas. Na CBOT, o trigo para maio recuou 8,50 cents (1,77%), para US$ 4,7250 por bushel. Na semana, contudo, o contrato teve alta de 0,05%.


Café: contratos caem 0,13% na semana

Os contratos futuros de café arábica ficaram praticamente estáveis (queda de 15 pontos, ou 0,13%) na semana passada na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), base maio de 2018. As cotações encerraram na sexta-feira (13), a 117,30 centavos de dólar por libra-peso. No período, os contratos marcaram máxima de 119,45 cents (segunda, dia 9) e mínima de 116,50 cents (quarta, dia 11).

O Escritório Carvalhaes, tradicional corretora de Santos (SP), destaca em seu boletim semanal que, em plena entressafra de uma safra de ciclo baixo, os negócios no mercado físico de café se desenvolvem com dificuldade por causa dos baixos preços oferecidos pelos compradores para o que ainda resta de lotes em mãos dos cafeicultores. segundo Carvalhaes, o real continua oscilando bastante e, conforme o resultado do dia, ajuda ou atrapalha o fechamento de negócios.

Carvalhaes acrescenta que os preços considerados baixos e o instável quadro internacional e nacional levam os cafeicultores a hesitarem bastante na hora de vender a produção, resultado de um ano de trabalho duro e exaustivo. "Esse instável quadro internacional mexe com a economia mundial e, no Brasil, o real sofre com a pressão de grupos políticos insatisfeitos com o avanço das investigações da Lava Jato que já levou o ex-presidente Lula para a prisão", informa.


Açúcar: venda de origens limitam ganhos em Nova York

O mercado futuro do açúcar demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) tem altas limitadas por fixações de origem atentas a quaisquer sinais de recuperação da commodity. Na sexta-feira (13), o contrato para julho, o mais negociado, e o maio avançaram com força durante a sessão diante da notícia de que a mistura do etanol à gasolina em 15% nos Estados Unidos, ainda uma ideia do governo de Donald Trump, poderá gerar uma demanda de 27 bilhões de litros por ano.

Teoricamente, essa demanda diminuiria as exportações dos Estados Unidos para o Brasil, poderia aumentar a oferta brasileira de etanol para o mercado local e para exportações e limitaria a de açúcar. Na prática, a alta nos futuros do açúcar trouxe fixações e realizações, os dois contratos perderam força e fecharam apenas em leve alta. O julho, após máxima de 12,35 cents por libra-peso, fechou em 12,20, alta de 7 pontos. O contrato maio atingiu 12,30 cents, mas terminou o dia com avanço de apenas 3 pontos, em 12,08 cents.

Nesta semana será divulgada a previsão oficial sobre as monções na Índia. As chuvas são fundamentais para determinar como será a próxima safra daquele país e as primeiras avaliações são de que a temporada trará um volume dentro da média para as lavouras canavieiras. No Brasil, o tempo seguia seco, mas chuvas em pequenos volumes eram esperadas para até o início desta semana no Centro-Sul.

Leticia Pakulski, Tomas Okuda e Gustavo Porto
Fonte: Broadcast Agro
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